Correspondentes da televisão brasileira

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Nos primórdios da televisão, o que sempre esteve no ar foram as notícias. As diversas formas de entretenimento surgiram mais tarde e foram evoluindo mas o que persiste desde o início são os noticiários. O Brasil tem dimensões suficientemente grandes para justificar um alargado serviço de notícias cobrindo a atualidade do país. Cada vez mais, com o fenômeno da globalização, as notícias do exterior passaram a ganhar relevância nos noticiários transmitidas pelas televisões brasileiras.

Se a rede de correspondentes espalhados pelo país e principais cidades do mundo já era grande, hoje em dia é necessário trabalhar com equipas cada vez maiores.

Para cobrir eventos tão diversos como grandes campeonatos esportivos, concertos, cimeiras de estado, revoluções, atentados, grandes tragédias naturais, guerras, etc., existe um batalhão de enviados e correspondentes mais ou menos especializados. Estes podem trabalhar apenas para uma empresa mas, mais frequentemente, fazem o seu trabalho para mais do que uma.

Por todo o Brasil circulam repórteres sozinhos ou em grupo para seguir algum tema em foco ou à descoberta de uma novidade, um acontecimento, algo que possa acrescentar algo à programação da sua rede televisiva, para que esta possa assim conquistar uns valiosos pontos nos rankings de audiências.

Enquanto o enviado é um repórter que se desloca ao local para cobrir determinado evento, o correspondente é alguém residente nesse local e que recolhe, prepara e envia as notícias a partir daí. O seu trabalho é insubstituível quando toca aos contactos feitos com a população e instituições locais, e quando toca a reconhecer as melhores estratégias de abordagem a uma situação delicada, como seja um golpe de estado ou um atentado.

A diáspora brasileira encontra-se espalhada pelos quatro cantos do mundo e isso permite ter uma rede de correspondentes que alimenta os serviços noticiosos da televisão brasileira aos quais podemos assistir do conforto das nossas casas.